COMUNICADO OFICIAL
1ª Entrevista especial - Dia do Perito Papiloscopista: Osmar Paulino volta no tempo e ‘viaja’ em meio às recordações da profissão
Nádia Nicolau - Assessoria de comunicação SINPAP/MS
, 05 de Fevereiro, 2018
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Hoje, dia 05 de fevereiro, é comemorado o Dia do Perito Papiloscopista e, para homenagear esses profissionais, o SINPAP-MS vai publicar, durante essa semana, entrevistas especiais com integrantes das primeiras turmas de Papiloscopistas do estado (antigamente denominada Datiloscopista).


E quem dá início aos relatos da profissão é o Osmar Paulino, aposentado desde 2008. O Perito Papiloscopista conta passagens importantes que já viveu e relembra curiosidades que marcaram sua trajetória.


Acompanhe o depoimento:


Decidi optar pelo concurso público porque queria ganhar um salário melhor, pois eu era gráfico. Prestei concurso para a Polícia Militar e para a Polícia Civil, passe nos dois. Comecei na PM, depois fui chamado para a PC.


Quando assumi a vaga de Perito Papiloscopista, fui trabalhar em Ponta-Porã. Cheguei num domingo, dia 6 de outubro de 1986. Cheguei à cidade, parei na rodoviária e perguntei aonde era a delegacia de polícia. No outro dia, logo de manhã, fui recebido pelo papiloscopista Sebastião Cunha, um dos melhores policiais civis com quem já trabalhei. Ele disse que tinha um serviço para nós. Tivemos que ir ao cemitério para fazer a coleta em um corpo, que já estava em estado de composição. Considero esse acontecimento como um "batismo" para o início da carreira.


Fomos uma turma muito boa. Aprendi muito com os colegas. Eu tinha um temperamento muito forte, porém aprendi com os demais a ser mais tranquilo. Até tive embates com alguns colegas, mas fiz boas amizades que permanece até hoje.


Uma das nossas maiores dificuldades era em relação aos materiais de trabalho. Mas a pior delas, era a promoção. Na época não havia investimentos em nós. Tivemos uma turma muito desbravadora, mas não víamos valorização por parte do Estado, principalmente com a perícia, aliás, nós implementamos a perícia em Mato Grosso do Sul. Além da desmotivação financeira.


Uma importante lembrança é implementação da Lei, pois para chegarmos à Lei tivemos que manter um longo diálogo. O sindicato foi fundamental, na época eu era presidente e fui em busca de cada colega para reunir as nossas principais atribuições. Consegui montar um grupo para elaborar o texto da lei. Isto ajudou a formatar o texto da lei. Após a formulação da lei, as nossas promoções funcionais começaram a ser respeitadas. Foi um esforço coletivo que deu certo!


No tempo de serviço, tive o privilégio de ser professor na Academia de Polícia. Isso me dá muita saudade. Na época, propus à Acadepol que fossem formatadas as disciplinas da grade de aulas ministradas sobre Papiloscopia, no processo de formação dos novos policiais civis, passamos de duas para quatro disciplinas, inclusive com introdução de retrato falado, além de conseguir colocar professor auxiliar. Dei aula durante oito anos, junto com alguns outros colegas papiloscopistas.


Tivemos um período de muitas conquistas, mas também muitas atribulações. Nossa turma correu atrás.


Nós ingressamos neste concurso em nível primeiro grau. Depois foi exigido o segundo grau e, posteriormente, terceiro grau. Tínhamos muitos objetivos e, para alcançarmos, todos sabiam que era preciso união.


Lutamos para implementação da Papiloscopia, enquanto sistema de identificação. É muito importante para a nós a permanência, para não perdermos o que já foi adquirido.

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