INFORMATIVO
SINPAP/MS
Edição nº 1
COMUNICADO OFICIAL
2ª Entrevista especial: Aposentado, Júlio Cesar relembra passagens importantes da época de exercício profissional
Nádia Nicolau - Assessoria de comunicação SINPAP/MS
, 06 de Fevereiro, 2018
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Durante esta semana em que se comemora o Dia do Perito Papiloscopista, o SINPAP/MS preparou entrevistas especiais com Papiloscopistas que fazem parte das primeiras turmas do estado.


Hoje, boa parte destes profissionais está no quadro de aposentados da Polícia Civil, no entanto, carregam consigo muitas lembranças do tempo de serviço e fazem questão de compartilhar.


Além de registros fotográficos da época, o melhor “banco de dados” capaz de guardar o até os detalhes mais simples da vida é a memória, por isso, quem dará início aos depoimentos e ajudará no resgate das histórias da turma é o Perito Papiloscopista Júlio Cesar Brandão, aposentado desde 2013.


Acompanhe o depoimento:


Fiz o concurso em 18 de dezembro de 1983, para o cargo de Datiloscopista Policial. Esta era a nomenclatura da nossa função. Prestei o concurso porque estava desempregado e era o único no âmbito da policial civil, direcionado para a polícia técnica, nome da Coordenadoria de Perícia, na época.


Demorou muito tempo a nos chamarem para fazermos a Academia de Polícia Civil (na época tinha o nome de AESP), hoje Acadepol. Começamos o curso no dia 14 de abril de 1986, depois de quase três anos.


Na primeira fase do concurso, tomei posse no dia 24 de setembro de 1986, no Instituto de Identificação de Polícia Técnica. Tive como primeiro diretor, o Drº Luís Henrique Sobrinho, delegado de polícia. Os primeiros tempos foram difíceis, pois era muito longe do centro da cidade e havia pouco transporte coletivo. Andávamos uns 2 km até chegar ao trabalho, mas fomos vencendo, pois nesta época éramos muito unidos.


A minha relação com os colegas de turma sempre foi a melhor possível e, em geral, todos éramos bem jovens. Neste tempo formaram-se grandes amizades que perduram até hoje. Cheguei a trabalhar numa sala bem grande, com 29 colegas no total. Da nossa turma foram 74 para o Instituto de Identificação. Havia muito trabalho.


As dificuldades foram mais em relação ao transporte e salários atrasados. Muitos de nós, comíamos de marmita que trazíamos de casa. Quase ninguém tinha carro ou moto, o nosso vale transporte só veio depois da constituição de 1988. Para nós deve ter chegado por volta de 1990, mas sempre atrasava. A falta de materiais pra trabalhar era constante. Como sempre trabalhávamos fora do horário, nosso diretor mandava buscar lanche pra gente. Pois, à noite tinha realmente muito trabalho.


As minhas melhores lembranças são os colegas, com certeza! E o trabalho em si, que era muito gratificante, pois demos nomes a cadáveres e corrigimos falhas de anônimos, além de parentes que usavam nome de outro parente pra fugir da justiça. Nosso trabalho é muito extenso e muito bonito. Fiz grandes amigos na nossa categoria, e nas outras, da perícia. Acredito que isso seja para poucos, fazer amizades em categorias diferentes. Já faz três anos que estou aposentado, houve certo distanciamento com os colegas.


Tenho saudade do tempo em que atuei como relações públicas no SINPAP/MS por mais de 20 anos, em passando por várias diretorias. Além de saudade dos colegas. Com alguns converso por telefone e vejo sempre. Sempre procurei unir a turma através do esporte. Tivemos grandes times de futebol. No Instituto, sempre éramos campeões dos campeonatos da polícia. Ajudei a organizar seis campeonatos de tiros. Nos últimos três anos fiz parte do Conselho Superior de Polícia.


Também gostaria de ressaltar que, quando entramos no estado era exigido, o ensino, fundamental, nome da função era datiloscopista policial. Após, passou para o ensino médio, com o nome de papiloscopista policial. Agora a nomenclatura é perito papiloscopista.


Para mim, a Papiloscopia é justiça, pois contribuímos com a identificação. E, como dizia alguns delegados de polícia que trabalharam com a gente, somos as relações públicas da polícia pelo nosso trabalho junto à população, no feitio das carteiras de identidade, identificamos presos, cadáveres, pessoas sem memória. Nossos laudos são objetivos, portanto, sem duvida. Fazemos justiça e, não podemos esquecer o serviço de retrato falado, que é feito por nós.


 

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