COMUNICADO OFICIAL
Como a polícia investiga o assassinato de Marielle Franco

Site Revista Segurança Pública, 26 de Março, 2018
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Foto: Revista Segurança

Uma força policial está mobilizada no Rio de Janeiro com uma missão ímpar. A de investigar o assassinato de Marielle Franco (PSOL), ocorrido no dia 14, na Rua Joaquim Palhares, zona Norte do Rio. Mas, como a polícia investiga o assassinato de Marielle?


O crime repercutiu no Brasil e no exterior, onde ONGs, entidades de Direitos Humanos e chefes de Estados reagiram pedindo celeridade nas investigações para esclarecer o caso, considerado como um atentando contra a própria sociedade.


Diante da situação da criminalidade no Rio de Janeiro e a intervenção do Exercito na segurança pública do Estado, a morte da vereadora Marielle Franco desafiou as forças de segurança que procura pacificar as comunidades dominadas pelo crime, serviço que o projeto das UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) não conseguiu fazer.


Como a polícia investiga um assassinato


Em uma investigação criminal há vários elementos que são objetos de análise policial, o que varia de conformidade com o crime, como: as circunstâncias, o alvo dos criminosos, a motivação e os meios empregados para perpetuar a ação. Alguns crimes não apresentam dificuldade para esclarecer; outros, porém, são mais complexos, o que exige ações diferenciadas por parte das autoridades envolvidas no caso.


Em via geral, a investigação criminal começa pelo isolamento do local do crime, o que é feito pela polícia local, geralmente a Polícia Militar.


Provas técnicas do crime


Em seguida, há o serviço de coleta de materiais realizado pela Policia Técnica Científica, como as capsulas das armas usada no disparo; materiais que possam apresentar impressões digitais; produção de fotos com a dinâmica do crime e outros elementos importantes para a investigação, chamadas também de provas técnicas.


Posteriormente, elabora-se o laudo fornecido pelo Instituto Médico Legal (IML) para anexar ao inquérito policial, que servirá como elementos auxiliares no inquérito, que será encaminhado pela Polícia Judiciária ao Ministério Público para o oferecimento da denuncia.


No caso da vereador Marielle Frota, a polícia já conseguiu identificar algumas placas de veículos supostamente usados na morte da vereadora. Isso só é possível pelas imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações do percurso da vítima. Vale lembrar que as imagens podem ser de câmeras de empresas, residências ou mesmo de órgãos de segurança, como de trânsito e outros.


Serviço de Inteligência


Na investigação policial, os dados (inteligência) vão sendo gerados na medida em que novos elementos vão surgindo. Nesse percurso, há equipes de policiais e analistas trabalhando junto ao serviço de telefonia móvel, onde as conversas telefônicas realizadas nas imediações do local do crime são coletadas por meio das operadoras de telefonia.


São milhares de telefonemas que devem ser filtrados pelos agentes analistas para captar alguma conversa relacionada com o crime, ou citações “coringas” que possam ligar um número de telefones com a conversa captada.


As forças de segurança usam um moderno equipamento para captar milhares de conversas telefônicas coletadas em uma determinada rede, conhecida por “células”, e transmitidas por meio das torres das operadoras.


É com base na células que a polícia consegue identificar se um determinado aparelho telefônico foi usado em um determinado local (setor). No caso da Polícia Federal, o equipamento usado para captar e decodificar as conversas telefônicas é chamado de “Guardião”.


Coleta de imagens na investigação


Na linha de investigação, a polícia ainda trabalha com a coleta de imagens dos possíveis suspeitos, sejam em locais abertos ou quando estão dentro de veículos suspeitos. Conforme a qualidade da imagem é possível comparar com os rostos de milhares de outros armazenado nos bancos de dados das polícias. Caso seja o de algum criminoso fichado, ali já existe um elemento que o possa incorporar nas investigações.


Diante de todas as possibilidades em uma investigação criminal, o que acontece não somente no caso da morte da vereadora Marielle, as polícias trabalham com várias linhas e técnicas de diligências para esclarecer um caso, inclusive à interrogação de pessoas que possam dar informações relevantes sobre a vítima e os suspeitos. Tudo pode acontecer de forma simultânea ou por etapas.


Portanto, um inquérito policial pode demorar dias para ser concluído pela autoridade policial responsável pelo caso. Tudo é baseado com provas técnicas, ou seja, sem provas, o Ministério Público pode não oferecer a denúncia, além de pedir novas investigações para que possa oferecer a denúncia.

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